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Grupo diz que planos de contingência já estão sendo postos em prática. Quais? Ninguém sabe. Crédito: Shutterstock

WikiLeaks afirma que ‘agente do estado’ cortou a internet de Julian Assange

Ben Sullivan

Ben Sullivan

Grupo diz que planos de contingência já estão sendo postos em prática. Quais? Ninguém sabe.

Grupo diz que planos de contingência já estão sendo postos em prática. Quais? Ninguém sabe. Crédito: Shutterstock

Abrigado na embaixada equatoriana em Londres, na Inglaterra, o australiano Julian Assange, fundador da Wikileaks, acaba de ter desligada uma de suas únicas formas de se comunicar com o mundo.

O grupo, famoso por divulgar documentos sigilosos e recentemente envolvido no vazamento de emails particulares da campanha de Hillary Clinton para a presidência dos EUA, afirmou, via Twitter, que um 'agente do Estado' cortou a internet de Assange na manhã de hoje e que planos de contingência estão sendo postos em prática.

Não está claro que planos são estes, e o Motherboard não teve como confirmar a veracidade das afirmações do grupo. A embaixada equatoriana também não forneceu informações sobre o assunto.

O tuíte foi publicado após a organização ter postado na noite de domingo chaves de criptografia que permitiriam a publicação de documentos vazados. Usuários do Twitter e Reddit sugerem que estes tuítes indicam que Assange teria sido morto e que tais documentos seriam revelados após sua morte. Os rumores foram desmentidos por Kelly Kolisnik, do Wikileaks. "Julian Assange está vivo e passa bem", tuítou. "Rumores de que ele havia tuítado uma chave de 'homem morto' são falsos e infundados".

E como apontado pelo Gizmodo, estes códigos de 64 caracteres são parte de um "pré-compromisso", uma forma de provar que, quando estes documentos forem lançados no futuro, seu conteúdo não terá sido alterado.

A série de rumores em torno do estado de Assange surge ao passo em que o WikiLeaks continua a divulgar documentos relacionados a e-mails vazados do assessor de campanha de Hillary Clinton, John Podesta.

No começo deste mês, Assange disse que sua meta era publicar os documentos semanalmente até a votação no dia 8 de novembro. Ele comentou ainda que o WikiLeaks precisará de um exército de voluntários para lutar contra críticos na rede enquanto continuar publicando material relacionado às eleições.

Tradução: Thiago "Índio" Silva